Tava no outro, migrei pra esse! Vamos ver se vai. ;)
Mais uma tentativa insólita de colocar em palavras meus pensamentos... Espero que dessa vez dê certo!
Mais uma tentativa insólita de colocar em palavras meus pensamentos... Espero que dessa vez dê certo!
Pra chegar até o assunto que dá título ao post, preciso falar que ontem fui ao cinema e assisti um filme que queria muito ver. Fui tranquila. Por diversas e diversas vezes parei o carro naquela região sem intercorrência alguma, mas ontem, por infortúnio, ao voltar para o carro, este estava sem as duas rodas/pneus do lado direito - o lado de dentro, que fica pra calçada.
Cara, que ódio que eu senti naquele momento. Raiva, medo, tristeza, insatisfação... Uma sensação de invasão, de abuso. Frustração e revolta. Meu coração ainda é bem forte, ainda bem, porque senão...
E isso me leva à questão da fome... Afinal, tantas e tantas vezes descontei minhas emoções na comida e pra mim isso nunca foi novidade. Novidade foi perceber que mesmo conseguindo controlar meus sentimentos, minhas sensações, ainda assim, eu precisei do meu brigadeiro quente. Não ontem à noite, mas hoje, agora, no final da tarde.
Como nutricionista, atuando na área comportamental, fui, aos poucos, percebendo em mim o que não conseguia ver e que se repetia há tempos: compulsão, desconto das emoções na comida, geralmente de forma bastante negativa. Aos poucos, desde o início do ano para cá, tenho estudado e trabalhado cada vez mais para conseguir enxergar e modificar alguns padrões de comportamento - em mim e em pacientes. Com a minha filha, inclusive (mas santo de casa não faz milagre, não é?).
E, com o susto de ontem, a raiva e a frustração, a vontade que tive quando cheguei em casa era de comer qualquer doce, especialmente chocolate, ou qualquer outra coisa que estivesse pelo caminho. Mas não fiz, porque sei que esse não é o caminho que resolveria meu problema. E, até chegar ao ponto de conseguir perceber isso em mim e tomar essa atitude, foram meses de muito estudo e observação.
Eu amo cozinhar e comer. Minha vida envolve comida em vários aspectos e é interessante perceber o quanto jogamos nossas emoções na comida, muitas vezes sem notar. E fazemos isso por anos a fio... E assim engordamos, mudamos nossos corpos e nossos hábitos alimentares para situações ruins e quando precisamos voltar atrás, o caminho é muito, muito árduo - mas não impossível de trilhar.
Conheço pessoas que descontam emoções na comida de outros modos. Outros descontam no excesso de atividade física. Outros de outras formas... Cada um tem um jeito de transpor as sensações e emoções, é claro.
Mas o interessante é observar como nos comportamos diante dos alimentos, da comida, em geral. Hábitos que se conservam por 5, 8, 10, 20 anos, são difíceis de serem modificados, mas não impossíveis.
Se observe.
Preste atenção no que você está comendo, em quem você é, em como trabalha suas emoções, seus sentimentos, seu querer ou não querer falar algo.
Você tem fome de quê?
E, se precisar de ajuda, estarei por aqui!

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