E, para compreender, é preciso SENTIR. Reconhecer as emoções que estão dentro de nós, aceitá-las e e compreender que, muitas vezes, elas nos levam a escolhas que fazemos mesmo sem perceber e acreditamos que fazemos porque gostamos.
Ler, pensar, escrever... Tentar compreender e transmitir informações... Acho que a ideia principal é essa, mas talvez tenha muito mais...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
As sensações ao redor da comida
E, para compreender, é preciso SENTIR. Reconhecer as emoções que estão dentro de nós, aceitá-las e e compreender que, muitas vezes, elas nos levam a escolhas que fazemos mesmo sem perceber e acreditamos que fazemos porque gostamos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Finitude e Vida...
- qualidade, propriedade ou condição do que é finito;
- fato de ser qualitativamente finito, limitado.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
"Bariatricando"...
Tipos de cirurgia realizados no Brasil.
Ou seja, um comprimido ou cápsula para o resto da vida.
Além disso aí, muitos precisam suplementar ferro e vitamina B12 por injeções - daquelas nada agradáveis. Só a agulha do Noripurum® tem 100 mm, afinal, deve ser aplicado intramuscular profundo (na nádega, tá?). Isso quer dizer 10 cm de ferro (ou aço, sei lá) enfiado num dos lados do seu bumbunzinho lindo 1, 2, 3 ou 4 vezes por mês, dependendo do grau de anemia que você desenvolver. Isso se não for necessário fazer um coquetel com tudo isso aí pra tomar por via endovenosa - vulgo "na veia" uma vez por mês, ou mais.
Ah, e ainda há aqueles que precisam fazer outra cirurgia depois: a colecistectomia. Popularmente chamada de retirada da vesícula.
Na boa, eu detesto ir em médico e tomar remédios. Detesto. Mas, desde que operei, 1 vez por ano tem endoscopia e ultrassom de abdome. Todo dia tem comprimido e as benditas cápsulas de vitamina D. De vez em quando precisa de uma injeção de B12 e mais de vez em quando ainda, de ferro. Exames de sangue a cada 3 ou 6 meses. Agora descobrimos uma osteopenia importante (quase uma osteoporose), então agora também tem densitometria óssea uma vez por ano. Sem contar os dentes, unhas e cabelos fracos. E não adianta muito tomar remédio pra isso - é caro e com a baixa absorção, tem pouca efetividade.
E o risco sempre constante de deficiências nutricionais, sem contar as cãimbras, os entalos, engasgos, dumping e tudo mais associado... E às vezes tudo junto.
Operei com 123,7 kg. Em 7 ou 8 meses, fiquei contente com meus 85 kg, mas o clínico falou que eu iria emagrecer mais. Em um ano estava com 73,8 kg. Magra, porque minha estrutura corporal é grande.
Hoje, olhando algumas referências (da década de 80, que ainda são utilizadas e divulgadas imprudentemente) pra tentar escrever esse texto sem ser tão agressiva e ter alguma base teórica, vi que meu "peso ideal" seria de 60-62 kg. Cara, eu estaria parecendo um cadáver ambulante. Sério. Sério mesmo!
Durante a minha gravidez, por N fatores associados à dificuldade de comer o suficiente e de comer com uma certa regra de horários, engordei 19,8 kg. 5 anos depois, estava com um diagnóstico de esteatose hepática grau II (também conhecida por "gordura no fígado"). Já no penúltimo ano da faculdade, sabia qual era o tratamento para isso: reeducação alimentar e atividade física.
E, agora, tendo estruturado minha linha terapêutica optando por atuar na linha de Comportamento Alimentar, tendo minhas ideias a respeito do quanto está envolvido no comer, nas influências e nas várias questões que provocam a escolha e o consumo de comida, sei bem que isso é o que deveria ser feito MUITO ANTES de se cogitar realizar uma cirurgia desse porte.
Não é tão rápido, claro, mas é muito mais efetivo. E melhor. Afinal, a redução de peso, não sendo o objetivo terapêutico direto, é mais controlada, preservada e sua mente e seu corpo não ficam sofrendo com tantas mudanças repentinas e agressivas.
Resumindo, se fosse hoje, eu não operaria. Salvo, realmente por exceção, se houvesse um risco de vida iminente. Fora isso, dá pra dar jeito. E um jeito bem dado.
Mas o que está feito, está feito e não pode ser desfeito, visto meu risco cirúrgico por outros fatores da vida (que só vim certificar no último ano) e agora é conviver com isso.
Qualidade de vida, saúde e essas cobranças relacionadas de peso e tamanho corporal não tem tanto assim a ver entre si quanto parece.
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Li um artigo e...
"Em The Lancet Global Health, Prado e co-autores3 acompanharam o grande estudo SUMMIT de micronutrientes múltiplos na Indonésia e analisaram o efeito da suplementação de micronutrientes múltiplos pré-natal (MMN), bem como as associações entre outras condições biomédicas e socioambientais precoces e a cognição das crianças acompanhadas da idade de 9-12 anos. Os pesquisadores avaliaram diferentes aspectos do desenvolvimento cognitivo: capacidade intelectual geral, memória declarativa, memória processual, função executiva, desempenho acadêmico, destreza motora fina e saúde socioemocional."
"Recomenda-se a obtenção de evidências da força relativa de efeitos para os micronutrientes e de associações com outras condições biomédicas e socioambientais para o desenvolvimento. As condições socioambientais, como a educação dos pais, o nível socioeconômico, o ambiente doméstico e a depressão materna, pareciam ser determinantes mais importantes do que os determinantes biológicos medidos."
"É seguro dar apenas micronutrientes múltiplos quando a ingestão de alimentos é insuficiente?"
"A nova Estratégia Global da ONU para a Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente 2016-309 enfatiza que todas as mulheres, crianças e adolescentes devem ter oportunidades iguais de prosperar e apela a um novo conjunto de prioridades globais de pesquisa. Precisamos melhorar as intervenções e melhorar Seu impacto. Precisamos de mais estudos de acompanhamento de intervenções precoce, como o estudo de Prado e colegas. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável exortam as famílias, as sociedades e os atores globais do desenvolvimento a empenharem-se em cuidar e fornecer oportunidades de aprendizagem. Esses esforços devem ser amplos e incluir saúde, nutrição, educação e proteção à criança. As intervenções devem ser fornecidas ao longo do ciclo de vida. Os programas nacionais e globais são necessários para enfrentar este desafio. Investimentos substanciais no desenvolvimento infantil são a base para o desenvolvimento sustentável nos próximos anos."
- Artigo original disponível em: http://www.thelancet.com/journals/langlo/article/PIIS2214-109X(16)30356-4/fulltext?elsca1=etoc. Acessado em 17/01/2017.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Saúde é...
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| Na boa, essas mais gordinhas estão lindas... :) Adorei o vestido! |
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Body Positive... Ou seja quem e como você quiser ser.
A pessoa chega na nutricionista, aquele carão, morrendo de vontade de nem ter entrado na sala/consultório.
E já solta um "Ok, nutri, passa a dieta! Vai tirar o quê, o pão, o macarrão, o arroz, minha cervejinha com os amigos? Vai me mandar pra academia que eu sei... Eu preciso mesmo emagrecer né? Olha essa pança! [E aí puxa, ou tenta puxar, a pele da barriga pra justificar essa fala]
E, oh, contar uma coisa pra vocês... Isso não acontece só com gente nova não, viu?
Tem muita pessoa adulta e idosa que chega com esse discurso. Mas a grande maioria é de mulheres. Fato. Os homens chegam com um discurso mais de saúde ou "porque o médico mandou mas eu não sei o porquê, porque EU NÃO PRECISO EMAGRECER".
E aí tu pesa o velho e dá um IMC de 36, 37... Até pra idoso, isso é obesidade.
Ok, mas o assunto aqui não é obesidade. Nem idosos.
O assunto aqui é COMO VOCÊ SE VÊ.
Tem gente magra que acha que é gorda e aí faz o que? Dieta.
Tem gente gorda, aterrorizada pela família/amigos/vizinhos, que vai atrás de dieta.
Tem gente na academia, mas muitos não estão lá para fazer uma atividade física que lhes dê prazer. Estão lá para emagrecer. E tome dieta. Nesse caso cheia de batata doce e filé de frango porque PODE... Ah, e tem whey também. Esquece fígado e rins. Associa um detox que tá lindo! :~~
Cara, será que ninguém consegue mais olhar para o corpo do outro e ignorar seu formato? Enxergar a pessoa que existe ali, de verdade?
Cada um é como é e como quer ser e ninguém tem nada com isso. Exceto o próprio dono do corpo em questão - que é quem vai sofrer os amores e desamores de ser quem é.
Ser mulher já é uma 'minipremissa' de "ter que ser magra". Porque "ser magro é ser saudável." Só que não!
Se for uma mulher gorda então... Tá liberado geral todo e qualquer um falar que precisa emagrecer, afinal, "como vai arrumar um namorado gorda desse jeito?"
Ou assim, "você tem um rosto tão lindo, porque não emagrece? Será que não pensa na sua saúde?"
Agora, se é o cara, o sujeito homem, ele pode ser um pouco mais 'cheinho', porque homem 'grande' protege. A saúde dele não interessa a ninguém. Seu rosto até pode ser lindo, mas ninguém dá a dica pra ele emagrecer.
Ao mesmo tempo, se é magro demais, e entra na academia, é o frango, o fracote, que não aguenta se colocar uma anilha a mais de cada lado. Mas vai o cara gordo pra academia pra ver? A zoação é imensa se ele não vai pros aparelhos e só faz esteira... Mas ninguém chama ele de frango. Apesar dos risos apontarem o contrário.
E, além do mais, o gordo aprende que "todo gordo é engraçado", e aí via o palhaço da turma, mesmo sem querer. Mesmo chorando por dentro e querendo sumir do mundo.
Gente, tá mais que na hora de parar de criticar, "dar dicas", se "preocupar com a saúde da galera"...
As pessoas são como são... E cada um é como é. E todos são lindos, cada um à sua maneira. E todos também tem histórias, sentimentos, vontades, verdades, amores, dores...
Tá mais que na hora de pensar em si. Mas que tal sermos gentis?
Que tal um elogio, ao invés da crítica?
Seus olhos, seus cabelos, seu modo de pensar, seu modo de se vestir, seu estilo, suas unhas, seu gosto musical, seu gosto para filmes ou séries... O jeito de conversar com outra pessoa, sua positividade, seu sorriso... O bolo maravilhoso de chocolate com cobertura que só você sabe fazer... Ou pode ser o de fubá, ou de cenoura... É dá pra comer sem culpa e com muito amor - por si e pelo bolo [ou qualquer outra comida]...
Todos somos belos, mas estamos deixando que nos digam o contrário e estamos permitindo que isso nos faça sentir menos e menos e menos... Estamos acreditando que temos mais defeitos que qualidades.
E pra mudar isso, não tem que emagrecer não.
Nem todo gordo é saudável, nem todo magro é doente. E o oposto também se aplica.
Estar acima do peso, com mais gordura corporal ou não, traz consequências para o corpo físico a longo prazo, mas isso não quer dizer que seja necessariamente feio, doente...
Minha adolescência e boa parte da minha vida adulta, cansei de ouvir tudo isso. Depressão, tristeza, raiva, sensações de incapacidade, dores...
E, pensando na saúde, há 10 anos e 10 meses operei o estômago. Mais mudanças, elogios, dores, remédios, cuidados e acompanhamento clínico constante. Mais depressão, mais raiva, mal humor... Mas a gente é forte e tem que dar conta. E tenta deixar os outros para lá. Só o travesseiro ou o ralo do chuveiro conhece a verdade.
Mas os outros não te deixam pra lá. E tome crítica - porque você foi fraco, sem FFF (foco, força, fé) e precisou de artifícios para emagrecer e melhorar algumas coisas que já estavam começando a ficar ruins. Behhh!
Falei que magro é saudável?
Emagrecer, para quem é muito gordo, pode trazer melhora nas doenças que estão se instalando, mas sabe o que acontece antes?
Você MODIFICA hábitos alimentares. RETIRA excessos. Passa a se MOVIMENTAR mais.
E isso se chama modificar COMPORTAMENTO.
MEV. Uma sigla no meio clínico que significa Mudança de Estilo de Vida.
E MEV ajuda qualquer um a melhorar e, de quebra, se sentir bem consigo, sabe por quê?
Porque você passa a prestar mais atenção em você. Nas suas vontades, na sua saciedade, no seu humor, no seu querer. E deixa os outros de lado, falando sozinhos se assim ainda quiserem.
Ser como é, não é crítica, menos ainda demérito.
Magros ou muito magros, gordos ou muito gordos, atrapalhados ou não, cristãos ou não, conhecedores de informática ou não, manjando tudo do que quer que seja ou não.
Cada um é como é. E tá legal ser assim. E se amar e se curtir assim.
E essa conversa que te deprecia ou te entristece, não é pra você.
Pra você é só amor. Seu corpo funciona do modo que precisa, no peso que precisa, no tempo que precisa. Ele é seu e de mais ninguém. (A não ser que você resolva doá-lo para estudo, daí muda de dono mesmo.)
Me dizer que ser magro é ser saudável, quando vejo tantos magros vivendo de fast food, passando o dia sem uma movimentação física qualquer, vivendo de cerveja e cigarros... Ok. Tem gordos que fazem isso também. Isso, sim, é, provavelmente, não ser saudável.
Mas o tamanho do corpo que faz isso, sozinho, não é sinônimo de falta de saúde, quiçá de doença.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Fofos, porém nem tanto...

The same!
Migrei pra cá... :)
Ok, já faz algum tempo... A ideia de fazer postagens regulares está indo por água abaixo... Mas, vamos lá que a vida segue.
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Quem resiste? <3 |
E essa carinha, gente, como faz?Gente, tem como não achar um bicho desses lindo??? |
E, lógico, desembolsar uma grana para o bolso deles.
Fome de quê?
Mais uma tentativa insólita de colocar em palavras meus pensamentos... Espero que dessa vez dê certo!














